Em movimento contrário às demais regiões do país onde o financiamento agrícola aumentou, com a disponibilização de 1,38 bilhão de recursos só de julho a novembro de 2009, contra R$ 230 milhões no mesmo período de 2008, os agricultores sinopenses diminuíram a procura por financiamentos. De acordo com o presidente do Sindicato Rural, Antonio Galvan, a incidência diminuiu em torno de 30% em comparativo ao período de 2000 a 2004. Galvan aponta os entraves burocráticos, as alterações do código ambiental e a crise agrícola vivenciada entre 2005 e 2006 como responsáveis pela redução. No entanto, valores não foram mencionados pelo representante.
“São questões somatórias. Para poder financiar precisamos apresentar uma licença de operação (LAO) que em função do atual código ambiental, da aprovação do zoneamento está muito difícil de fazer. Os recursos estão disponíveis, mas os contratos estão muito aquém daquilo que foi realizado em 2004, por exemplo”, explicou.
O presidente também citou o endividamento agrícola e a não quitação de financiamentos anteriores como pontos contrários ao setor. “Com a crise agrícola de 2005 e 2006 muita gente não conseguiu honrar com seus compromissos, perdendo o crédito”, destacou. Segundo ele, a projeção de uma super safra para esse ano e a constante queda de preços têm trazido novas preocupações nesse sentido. “Podemos sofrer uma nova crise, com prejuízos ainda maiores, acumulando o vencimento das velhas e das novas dívidas porque para plantar foi preciso investir novamente”, explicou. Conforme Galvan, se isso realmente acontecer, a saída será negociar.
No cenário nacional, conforme Agronotícias informou, o Governo Federal disponibilizou R$ 5 bilhões para financiamentos agrícolas, 72% a mais do que na safra anterior. Os recursos foram disponibilizados através do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural).
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