A denúncia contra o grupo de magistrados, feita em 2008 pela Corregedoria Geral do TJ, apontou o suposto desvio de R$ 1,5 milhão de 2004 a 2005 do Poder Judiciário feito em contas dos juÃzes para socorrer a Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal, a Sicoob Pantanal, cujas operações foram suspensas pelo Banco Central na mesma época. Neste perÃodo, o TJ estava sob a presidência do desembargador José Ferreira Leite. A varredura da Corregedoria iniciou ainda em 2007.
A auditoria apontou que os depósitos entraram nas contas dos magistrados como pagamentos a mais de salários. As denúncias envolvendo supostos pagamentos ilegais a desembargadores e magistrados, protocoladas em 2008, expuseram um racha sem precedentes na cúpula do Judiciário de Mato Grosso e ganharam destaque no noticiário de veÃculos de comunicação nacionais.
A auditoria que constatou supostas irregularidades foi feita pela empresa Velloso & Bertolini Auditores e Consultoria Ltda. A contratação também foi motivo de denúncias dos magistrados denunciados contra o grupo do ex-desembargador Paulo Lessa e Orlando Perri por falta de licitação para o serviço.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arnaldo Esteves Lima, determinou à PolÃcia Federal que abrisse inquérito para apurar a contratação da auditoria que serviu de base à s denúncias de desvio de recursos dos cofres do Poder Judiciário, feitas pelo então corregedor, conforme matéria publicada pelo Diário em novembro de 2009.
O processo corre em segredo de Justiça. Parecer do Ministério Público Federal (MPF) afirma que o caso merece investigação. A decisão do ministro requer que a sindicância instalada no STJ seja convertida em inquérito pela Superintendência da PolÃcia Federal, no documento datado do dia 20 de novembro passado.
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